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NR-1 e Riscos Psicossociais em 2026: o que sua empresa precisa fazer agora para não ficar irregular

Atualizado: 10 de abr.


NR-1 2025















Entenda o que mudou na NR-1, como incluir riscos psicossociais no PGR e o que sua empresa deve fazer para evitar não conformidades.


A partir de 26 de maio de 2026, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passam a integrar de forma expressa o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), dentro da NR-1. Em outras palavras: o tema saiu do campo do “bem-estar” e entrou definitivamente no campo da obrigação técnica, documental e preventiva.


Isso significa que empresas precisarão identificar, avaliar, registrar e controlar fatores como:


  • excesso de cobrança;

  • sobrecarga de trabalho;

  • jornadas exaustivas;

  • metas abusivas;

  • conflitos interpessoais;

  • liderança tóxica;

  • assédio moral e organizacional;

  • falta de autonomia;

  • insegurança psicológica no ambiente laboral.

 

O que muda na prática com a NR-1

A principal mudança é que os riscos psicossociais devem entrar no mesmo raciocínio técnico já utilizado para outros riscos ocupacionais.

Ou seja, a empresa deverá:


1. Identificar os fatores de risco

É preciso mapear como o trabalho é organizado e quais condições podem gerar sofrimento, adoecimento ou desgaste emocional.


2. Registrar no inventário de riscos

Os fatores psicossociais devem constar no inventário de riscos ocupacionais, com análise coerente e rastreável.


3. Definir plano de ação

Não basta “saber que existe o problema”. A empresa deve estabelecer medidas de prevenção, controle e monitoramento.

  

4. Integrar SST, RH e liderança

Essa adequação não pode ficar isolada só no SESMT ou na consultoria de SST. Ela exige participação real de:


  • RH;

  • lideranças;

  • jurídico;

  • alta gestão;

  • medicina do trabalho.

 

Quais riscos psicossociais mais aparecem nas empresas

Os riscos mais comuns hoje costumam estar ligados à organização do trabalho, e não apenas ao perfil individual do trabalhador.

Exemplos frequentes:


  • equipes reduzidas para alta demanda;

  • pressão constante por produtividade;

  • comunicação agressiva ou desorganizada;

  • acúmulo de função;

  • falta de clareza de papéis;

  • ausência de suporte da liderança;

  • conflitos recorrentes entre equipes;

  • exposição a violência verbal, humilhação ou constrangimento.

 

Como a empresa deve começar a adequação

A forma mais segura de iniciar é seguir um processo técnico, não improvisado.


Passo a passo recomendado

1. Fazer diagnóstico inicial

Levantar indicadores como:


  • afastamentos CID F;

  • turnover;

  • absenteísmo;

  • queixas recorrentes;

  • conflitos internos;

  • denúncias;

  • setores mais críticos.


2. Aplicar avaliação de riscos psicossociais

Essa avaliação precisa ser estruturada, documentável e defensável tecnicamente.


3. Cruzar dados com o PGR

Os achados não devem ficar “soltos” em relatório paralelo. Eles precisam conversar com o GRO/PGR.


4. Elaborar plano de ação

Com medidas como:

  • revisão de carga de trabalho;

  • melhoria de processos;

  • capacitação de lideranças;

  • fluxos de acolhimento e encaminhamento;

  • política de prevenção a assédio;

  • monitoramento periódico.


5. Treinar gestores

Porque, em boa parte dos casos, o risco psicossocial nasce ou se agrava na forma como a liderança gerencia pessoas.

 

Quais empresas precisam se preocupar com isso

A resposta curta é: praticamente todas.

Não é um tema exclusivo de grandes indústrias. Hoje, os maiores gargalos aparecem justamente em empresas como:


  • clínicas e hospitais;

  • escritórios;

  • comércio e varejo;

  • call center;

  • transportes;

  • logística;

  • construção civil;

  • empresas com metas agressivas ou alta rotatividade.


O que acontece com quem não se adequar

A empresa se expõe a uma combinação perigosa de riscos:

  • passivo trabalhista;

  • fragilidade em fiscalizações;

  • aumento de afastamentos;

  • queda de produtividade;

  • piora no clima organizacional;

  • dificuldade de retenção de talentos;

  • enfraquecimento da defesa técnica em casos de adoecimento mental relacionado ao trabalho.

 

Conclusão

A nova fase da NR-1 exige que a empresa deixe de tratar saúde mental como discurso e passe a tratá-la como gestão de risco ocupacional.

Quem se adiantar agora terá mais segurança técnica, jurídica e organizacional. Quem deixar para depois tende a correr atrás do prejuízo — e normalmente isso sai mais caro.

Sua empresa já sabe como incluir os riscos psicossociais no PGR? Nossa equipe pode ajudar com avaliação, diagnóstico, inventário, plano de ação e adequação técnica à NR-1.


Fale conosco e solicite um diagnóstico inicial. CONTATO

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